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A rotina de trabalho de Edemilson de Jesus Santos na Dataprev envolve sempre muita correria. Assistente de TI, ele trabalha na Divisão de Administração de Materiais e Patrimônio (DADP) atendendo às demandas.

Nas horas vagas, o comportamento acelerado é o mesmo, já que Edemilson mantém desde garoto a paixão pelo futebol. Foi durante um treino no Centro de Futebol Zico Sociedade Esportiva (CFZ), na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, que foi convidado pela organização da Copa do Mundo de Amadores a competir com atletas de outros países.

"Eu jogava perto de casa e teve uma vez que nos viram e convidaram a participar do campeonato de amadores. Foi de muita importância porque é algo de nível internacional. Entramos na confederação em fevereiro de 2017 e já no mês seguinte começamos a treinar. O time contratou um treinador, fisioterapeuta, massagista, toda uma equipe", conta Edemilson.

Mesmo de férias do futebol em janeiro, o assistente de TI mantém o foco com uma dieta regrada, seguida por atividades físicas, para que possa retornar aos treinos logo após o carnaval. O objetivo final de tanta preparação é conquistar, junto com o restante da equipe, o grande troféu da 5ª Copa do Mundo de Amadores, que ocorrerá entre 23 de novembro a 2 de dezembro, no Paraguai.

O campeonato, que tem como membros os atletas acima de 38 anos e de 12 países das Américas Central e do Sul, Europa e África, apresenta técnica semelhante à utilizada pela Copa da FIFA, com revezamento de países, sorteio, equipe e todos os elementos comuns a um competição. Os “hermanos” foram os que levaram o título na última Copa realizada no Rio de Janeiro, em 2017. Mas, segundo Edemilson, há uma explicação.

"A categoria que eles disputaram era a dos 38 anos em diante, a mesma que a minha. Porém, eles vieram com sete jogadores com idades entre 38 e 41 anos. Isso fez diferença, uma vez que os representantes do Brasil, estavam na faixa etária acima de 45 anos. Eu, por exemplo, estou beirando os 50. Querendo ou não, existe uma desproporção de idade e, naturalmente, o desgaste físico acaba sendo maior para os mais velhos", argumenta Edemilson.

Apesar disso, o atleta não desanima, já que está sendo atualizada a divisão etária e, possivelmente, a partir deste ano, haverá uma categoria nova para quem tem idade igual ou acima de 45 anos.

Animado com a ideia, ele deixa aberto o convite aos demais colegas da Dataprev para jogarem no time que ele joga, o União Futebol Clube, de Adrianópolis, em Nova Iguaçu, região metropolitana do Rio de Janeiro.

"Quem quiser, é só me procurar para fazer parte da equipe. Para nós, que já temos uma certa idade e gostamos de futebol, mesmo que não sejamos federados em algum clube, a experiência se torna única. O candidato será avaliado através de testes de saúde e, dependendo, já poderá participar da próxima Copa, no Paraguai", convida.

Edemilson conta, ainda, que tem todo o apoio da família. Quando a esposa o conheceu, ele já jogava futebol e viajava para outros estados, como São Paulo e Minas Gerais. Mas dentro de casa, a torcida não é só dela.

"Tenho três filhos. Todos me apoiam e vão assistir quando podem. O do meio, de 17, gosta tanto que às vezes eu o levo para jogar comigo", diz.

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