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O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, aparece como uma excelente oportunidade para se avaliar a inserção de profissionais do sexo feminino no mercado de Tecnologia da Informação.

Seja do ponto de vista da participação feminina em diretorias e conselhos de empresas, seja no número de mulheres efetivamente trabalhando no setor, a participação das mulheres no mercado de TI ainda parece bastante tímida.

“Cerca de 17,5% da força de trabalho lotada na Diretoria de Tecnologia e Operações (DIT) é feminina, enquanto na Diretoria de Relacionamento, Desenvolvimento e Informações (DRD), 27,8 % são empregadas”, informa o assessor-técnico do Departamento de Administração de Pessoas (DEPE), Alcedo Hartmann.

De acordo com o site feminista “Olga”, apenas 15,53% dos alunos de cursos relacionados à computação são mulheres, sendo que 79% das alunas dos cursos relacionados à TI desistem no primeiro ano. O site informa, ainda, que 41% das mulheres que trabalham com tecnologia acabam deixando a área, em comparação com apenas 17% dos homens.

Conclui-se que, quando o foco é a presença feminina na área-fim da Dataprev, ainda que, numericamente, haja uma significante diferença entre homens e mulheres, a empresa tem estatísticas mais equilibradas do que os números da indústria de TI como um todo.

Mas uma avaliação da inserção da mulher no mercado de trabalho de TI precisa ir além do quantitativo de mão de obra. Uma pesquisa intitulada “Elephant in the Valley” retratou a participação das mulheres no Vale do Silício. Entre os dados coletados, 66% das mais de 200 mulheres com mais de 10 anos de experiência no setor disseram já ter se sentindo excluídas de oportunidades por causa de gênero, 88% já enfrentaram situações em que perguntas foram feitas aos seus colegas homens - e não a elas, 60% já foram assediadas, e 60% das que foram assediadas e denunciaram ficaram insatisfeitas com as medidas tomadas.

Visando corrigir distorções, a Dataprev aderiu, em 2016, ao Programa de Pró-equidade de Gênero e Raça do Governo Federal. “No mês de março estamos encaminhando o relatório final que, após análise, decidirá se obteremos o Selo Pró-equidade de Gênero e Raça. Nestes dois anos de execução do Plano de Ação, cumprimos a quase totalidade das ações planejadas. Isso é uma demonstração que a Dataprev comemora esta data importante, não apenas com palavras, mas também com ações”, revela o coordenador de Responsabilidade Socioambiental (CORS), Marco Aurélio Guilherme.

De fato, há muito a ser feito para que as diferenças sejam substancialmente reduzidas. Para citar um exemplo, entre as equipes finalistas do Hackathon Dataprev 2017 havia apena uma mulher: a analista da Unidade de Desenvolvimento de Software Paraíba (UDPB), Aline Alencar, que participou do projeto “Cidadão 360º”. “A presença majoritariamente masculina é algo que ambas as partes precisam aprender a lidar com o tempo e que hoje me deixa muito confortável”, reflete Aline (na foto abaixo) sobre tema.

Aline revela que tem um relacionamento muito bom os colegas na empresa. “ O maior desafio é saber quem somos e do que somos capazes, pois a capacidade, ainda que técnica, independe de sexo. A despeito das diferenças inatas entre homens e mulheres, não significa dizer que uma mulher em TI não possa exercer com excelência a mesma função ocupada comumente por homens. Ela pode e muitas vezes agrega com características menos frequentes na maioria dos homens, como uma visão mais detalhada das coisas ao seu redor. O desafio, repito, é termos convicção de nossa capacidade e seguirmos em frente, tirando proveito das diferenças”.

"Nossa empresa é predominantemente masculina, mas vejo as mulheres ganhando espaço e mostrando que são tão capazes quanto os homens. Espero que sejamos ainda mais reconhecidas profissionalmente e que cada vez mais, cargos importantes e estratégicos sejam confiados a nós. Apesar de estarmos no século XXI, já vivi situações desagradáveis, mas acredito que isto esteja mudando e estejamos caminhando para um ambiente mais igualitário. Que esse dia 8 seja um dia doce e abençoado para todas nós!", conclui a analista da Divisão de Capacidade, Continuidade, ANS e Disponibilidade dos Serviços de TIC (DICS), Fernanda Sacramento (na foto em destaque).