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Imagem de um gráficoOs Conselhos de Administração e Fiscal da Dataprev aprovaram, em março, o balanço de 2017 da empresa, que obteve novamente um bom desempenho econômico. Na primeira reunião conjunta de 2018, realizada no dia 15/03 em Brasília, foi autorizado, também, o aumento de capital social da empresa em R$ 100 milhões, passando para R$ 850 milhões, ampliando a base para a formação de novas reservas, além de ser importante para a manutenção do equilíbrio econômico da Dataprev.

Foi aprovada, ainda, a proposta do orçamento de investimento para 2018 no valor de R$ 200 milhões, ratificando o documento encaminhado à Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST) em 2017. As Demonstrações Contábeis da empresa, referentes ao ao de 2017, foram publicadas nesta quarta-feira (28/3) no Diário Oficial da União.

O indicador de Rentabilidade Sobre o Patrimônio Líquido foi de 13,4%. Embora esteja 3,7 pontos percentuais abaixo de 2016, trata-se de um importante alcance em face da queda significativa da inflação. Destaca-se que essa é uma taxa favorável frente as oportunidades de retorno reais de ativos de mercado.

Lucro líquido
O lucro líquido da empresa em 2017 foi de R$ 136,7 milhões. Apesar de ser 25,7% inferior ao registrado no exercício de 2016 (R$ 184,0 milhões), o valor, somado às demais alterações no balanço patrimonial e na demonstração de resultados, fez com que a Dataprev mantivesse os principais indicadores econômicos acima da média do mercado de atuação de TI, de acordo com os dados disponíveis de 2016.

O principal fator que influenciou a queda do resultado foi o crescimento do passivo trabalhista, fato não recorrente e que se não tivesse ocorrido teria permitido a empresa manter o patamar de lucratividade. A receita operacional bruta totalizou R$ 1,501 bilhão, um crescimento de 4,6% em relação a 2016. Já a receita líquida (R$ 1,221 bilhão) cresceu 4,5%.

A variação dos Custos e Despesas Operacionais aumentou 10,0% e o Resultado Financeiro cresceu 121,7%. O Resultado Operacional fechou com queda de 22,8% em relação ao ano anterior. A margem operacional foi de 15,8%, uma queda de 26,1%, e a margem líquida foi de 11,2%, uma queda de 28,9%. O EBITDA (lucro antes dos juros, impostos, depreciações e amortizações) foi de R$ 230,3 milhões. A empresa apresentou margem positiva de 18,9% do EBTIDA sobre a receita líquida, demonstrando possuir boa capacidade de geração de caixa com recursos próprios. A margem EBTIDA caiu 30,7% e, mesmo com queda na rentabilidade, demonstrou capacidade para proteger o caixa da empresa.

Do ponto de vista financeiro, ao contrário do que aconteceu ao longo do exercício, houve uma melhoria no fluxo de recebimentos no último mês do ano. Mais de 24% dos recebimentos em 2017 se concentraram em dezembro. Ao final de 2017, o estoque do Contas a Receber caiu para R$ 468,2 milhões. A evolução dos níveis de recebimentos possibilitou a obtenção de boa liquidez durante o exercício, permitindo a empresa manter regularmente os seus compromissos. Com a recuperação do caixa, a Dataprev efetuou o pagamento dos Dividendos e de Juros Sobre Capital Próprio (JSCP) de seus acionistas referentes ao ano de 2016.

“Em 2017, a Dataprev manteve bons indicadores econômicos e financeiros, mesmo com a queda no lucro, sendo que essa queda decorreu de fato não recorrente”, afirmou o presidente da Dataprev, André Leandro Magalhães.

Participação nos Resultados
De acordo com o que dispõe o Estatuto Social da empresa, a Dataprev registrou como remuneração aos acionistas, relativa ao exercício de 2017, o montante de R$ 32,5 milhões, a título de JSCP, atribuídos integralmente aos dividendos mínimos obrigatórios. Os dividendos apurados foram registrados em conta do passivo circulante para pagamento após aprovação do resultado do exercício de 2017 pelo Ministério da Fazenda. Em julho de 2017, a SEST aprovou o Programa de Participação nos Lucros e Resultados (PPLR) da Dataprev. Desse modo, o montante registrado atingiu R$ 8,1 milhões, representando 25% dos dividendos atribuídos aos acionistas e 5,94% do lucro líquido do exercício.

Investimentos
Cresce em perspectiva o volume de contratações que se enquadrariam no mercado de Tecnologia da Informação e Comunicação no conceito de OPEX, ou despesas operacionais. Esta conversão tem sido responsável por um montante cada vez maior de recursos, sendo também um dos responsáveis pelo baixo nível de investimentos em CAPEX, que são gastos para o ativo imobilizado, em 2017.

Nessa perspectiva, as contratações como OPEX atingiram um universo de medições contratuais de cerca de R$ 60 milhões. A grande maioria foi objeto de análise sob diversos aspectos financeiros, como: benefícios tributários, tomada de crédito e dedução no lucro fiscal, possibilidade de negociação de desembolsos financeiros graduais, além de maior flexibilidade operacional, inclusive para descarte do ativo e da substituição da mão-de-obra residente para o uso dos recursos.

Em se tratando de CAPEX, a maioria dos investimentos ficou concentrada na Diretoria de Tecnologia e Operações, com participação de 64,72% do total dos investimentos. Os investimentos em CAPEX em 2017 atingiram R$ 13 milhões.