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Selos Tier III para os data centers do Rio e de São Paulo, com imagem de equipamentos ao fundoA Dataprev inicia o ano de 2017 com a publicação da certificação Tier III em design para os data centers do Rio de Janeiro e de São Paulo no site do UpTime Institute. A organização internacional atesta o atendimento a requisitos específicos de segurança e disponibilidade da infraestrutura de Tecnologia da Informação e Comunicação.  Um data center Tier III não interrompe as suas operações para substituir equipamentos ou realizar serviços de manutenção.

"Essa é a evolução de todo o investimento que a empresa vem fazendo em sua infraestrutura nos últimos anos. Os nossos data centers já foram concebidos para operar em Tier III desde o projeto de modernização. É uma certificação importante para mantermos o nosso maior patrimônio, que são as informações do estado brasileiro, de forma segura", afirma o diretor de Tecnologia e Operações da empresa, Daniel Darlen. A iniciativa deve se estender para o terceiro data center da empresa, em Brasília.

A carta de certificação e os selos foram encaminhados a Daniel Darlen pelo presidente do Uptime Institute, Lee Kirby. "Parabéns por essa conquista. Vocês fazem parte de um grupo exclusivo de líderes da indústria com essa certificação em Design do Uptime Institute", afirmou o dirigente.

A Dataprev concluiu em 2014 a modernização de seu parque de TI, com investimentos que somaram cerca de R$ 400 milhões em três anos, e aumentaram a segurança, a capacidade energética e a disponibilidade dos ambientes de produção, hoje de quase 100%. Com isso, a empresa mais do que dobrou a sua infraestrutura tecnológica.

"É mais uma segurança para o cidadão, um diferencial. Os serviços hospedados na Dataprev têm uma garantia muito forte de disponibilidade, de padrão internacional. São poucas empresas que têm esse tipo de abordagem", explica Darlen.

Helton Moreira, superintendente de Operações, explica que a certificação garante que a infraestrutura do data center está preparada para suportar todos os sistemas e subsistemas nele instalados por, no mínimo, 99,982% do tempo no ano. Ou seja, a soma das ocorrências durante um ano não pode ultrapassar 1.6 horas.

"Para sustentar um ambiente de tão alto nível de disponibilidade, além das adaptações físicas que porventura venham a acontecer para se alinhar aos requisitos do UpTime Institute, ainda há grande intervenção no modelo operacional das equipes de sustentação e suporte, preparando os times para lidar com os novos processos exigidos pela certificação. É uma mudança de paradigma", destaca Helton Moreira.

A certificação Tier III engloba três etapas. Nesta primeira fase, avalia-se o projeto (ou design), que deve ter requisitos mínimos, como um sistema redundante de refrigeração e eletricidade, além de outras características técnicas.

Após a aprovação do projeto, a empresa passa a implementá-lo. As adequações devem seguir à risca o que foi aprovado. Em seguida, o instituto realiza uma auditoria in loco para a concessão da segunda certificação, conhecida como facility. Esta será a próxima fase para a Dataprev.

Por fim, após toda a instalação e infraestrutura organizadas, o processo operacional será analisado. É preciso seguir padrões rígidos de segurança e controle. Novamente, o instituto realiza uma auditoria e, ao passar por esse crivo, é concedida a certificação de operação, última etapa de todo o processo.

"Vamos continuar avançando para o nível de facility e buscar a certificação de operação”, ressalta Darlen.

Corredor com equipamentos e homem ao fundo, no data center de São PauloPara o assessor da Diretoria de Tecnologia e Operações, Elias Mussi, este foi um grande avanço. "É um passo gigantesco para a empresa porque qualifica que os data centers foram desenhados no melhor padrão. A certificação vem carimbar esse padrão: buscamos uma melhor infraestrutura, melhor qualidade de trabalho, melhor segurança para os nossos clientes. Um trabalho de equipe que envolveu várias áreas, como engenharia e suporte de data centers".

O sucesso do projeto depende da integração estreita entre as áreas de facilities (engenharia, logística) e as equipes de TIC. São equipes que trabalham para que todos os recursos de infraestrutura funcionem 24 horas, sete dias por semana, ininterruptamente, com índices altíssimos de disponibilidade.

Segundo Fabio Franco, gerente da Divisão de Gestão de Instalações Especiais da Dataprev, o projeto de certificação foi fundamental para a Dataprev receber, em novembro, o reconhecimento especial para Equipe de Data Center do Ano, na edição brasileira do DCD Awards 2016, premiação mundial promovida pela Datacenter Dynamics para destacar iniciativas de inovação e eficiência em data centers (página 31).

“Com a certificação, a empresa garante perante o mercado que tem um ambiente de missão crítica, com continuidade, resiliência, em padrões de nível mundial”, afirma Franco.

Ambientes blindados contra fogo e inundação

Após as obras de modernização, nenhum data center da Dataprev interrompe mais suas atividades para manutenção que, antes, exigiam paradas programadas até quatro vezes no ano. Esta é uma característica importante dos ambientes da empresa, e um dos pré-requisitos centrais para a certificação Tier III. O ato de desligar e religar o computador envolve sempre o risco de provocar instabilidades internas. Agora, a manutenção nas instalações é feita sem desligar os servidores, porque há redundância e duplicidade tanto na rede de energia quanto na de refrigeração.

Isso significa que os data centers da Dataprev, onde estão servidores de alto desempenho, dispositivos de rede, sistemas de armazenamento de dados e aplicações críticas e estratégicas, têm, atualmente, um ambiente controlado, em que temperatura e corrente elétrica não se alteram. Em caso de falta de energia, as salas-cofre continuam sendo refrigeradas.

Nas salas-cofre estão os principais equipamentos e sistemas dos data centers. Elas são construídas segundo especificações da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e blindadas contra fogo, calor, fumaça, inundação etc. Sensores internos monitoram temperatura e umidade do local, e transmitem as informações para os pontos de controle.

Sobre a certificação

O UpTime Institute criou o seu sistema de classificação Tier em meados dos anos 90, com o objetivo de avaliar os serviços de facilities de data centers, do ponto de vista de performance e disponibilidade da infraestrutura. As classificações
Tier (palavra que significa nível ou camada em inglês) são progressivas, do nível I a IV, cada uma delas incorporando os requisitos definidos para as faixas anteriores. A cada faixa, aumentam as garantias de disponibilidade dos recursos
de TI e também os custos e a complexidade da operação.