Acompanhe a Dataprev

Jovens do Cine Manguinhos com equipamentos doados pela DataprevEm 2015, a Dataprev doou 4.618 bens patrimoniais para diferentes instituições públicas, prefeituras e entidades sem fins lucrativos em vários pontos do Brasil, beneficiando projetos sociais e de inclusão digital. De acordo com um balanço da Divisão de Administração de Materiais e Patrimônio (DADP) e da Coordenação de Responsabilidade Socioambiental da empresa, outros oito processos já autorizados este ano resultarão na doação de outros 948 itens.

Ao todo, 47 entidades foram beneficiadas em 21 estados, entre as quais cooperativas de catadores, uma universidade federal, prefeituras, além de organizações não governamentais. Os critérios para as doações continuam sendo a amplitude social do projeto da instituição candidata. Com a distribuição de bens patrimoniais, a Dataprev reafirma o apoio a iniciativas que visam ampliar o do acesso dos cidadãos brasileiros a tecnologias digitais, diretriz que está de acordo com o perfil da empresa e com a sua vocação de fornecer tecnologia para apoio a programas sociais e políticas públicas do Estado brasileiro.

Só no entorno do Distrito Federal, quatro instituições receberam doações de equipamentos de informática e mobiliário alienados e substituídos em função da reforma do edifício-sede da empresa. Ganharam também outros itens descartados, como vidros e pedras de granito. A Salve a Si (à dir.), centro de tratamento de dependência química, foi uma das beneficiadas. A entidade tem como principal objetivo a recuperação e reinserção social de homens dependentes de substâncias psicoativas (álcool e outras drogas) e apoio aos familiares.

No Rio, uma das ONGs que receberam doações foi a Titânia. Foram 60 computadores para projetos de educação audiovisual, entre eles o Cine Manguinhos (foto no alto, à esq.), iniciativa voltada à formação de projecionista em equipamento digital. Os cursos profissionalizantes estão abertos a jovens de baixa renda entre 18 e 29 anos.

“Os computadores foram importantes para consolidar o conhecimento de nossos alunos”, afirma Tatyana Paiva, diretora da Titânia. “Antes, eles exercitavam o que aprendiam em salas de aulas nos computadores de outras ONGs com as quais tínhamos parcerias firmadas. Dependíamos da disponibilidade de horário dos parceiros para dar as aulas práticas aos meninos. Hoje, eles convivem com as máquinas o tempo inteiro.”

Já a Prefeitura de Valparaíso de Goiás recebeu mobiliário – mesas, cadeiras e armários – para equipar duas Unidades de Pronto Atendimento (à dir.) e várias secretarias do município. Fernando Fernandes, funcionário da empresa AlmeidaUPA com cadeiras da Dataprev França, prestadora de serviços de manutenção predial na sede da Dataprev e morador do município, esteve em uma das UPAs e, enquanto aguardava para ser atendido, reconheceu as cadeiras da recepção, que antes ocupavam o auditório da Dataprev. “Elas substituíram com muito mais conforto os bancos de madeira da sala de espera”, diz.

Já a organização não governamental Programando o Futuro (abaixo), localizada no mesmo município, recebeu divisórias, desktops e impressoras, além de pedras de granito e vidros. As divisórias e os vidros foram utilizados para transformar um galpão abandonado em laboratório de informática e robótica. No laboratório, serão ministrados cursos para a comunidade local. Também foi construída no local uma estação de metarreciclagem. As pedras de granito e pias foram destinadas a equipar uma cozinha e dois banheiros.

Desktops e impressoras passaram a equipar tanto os laboratórios, quanto a Prefeitura de Valparaíso de Goiás. Já o lixo eletrônico foi vendido e toda a renda obtida com sua comercialização investida na própria ONG, segundo seu coordenador, Vilmar Simion. “O galpão seria derrubado e a antiga sede não comportava a estrutura necessária para o projeto. Fizemos uma proposta para a prefeitura de ocupar o galpão e preparar os moradores para o mercado de trabalho com a inclusão digital.” Atualmente, a Programando o Futuro tem alunos de diversas faixas etárias e voluntários que ministram aulas de informática básica e robótica.

A Salve a Si também recebeu divisórias e pedras, aproveitadas na construção de banheiros, além de computadores para aulas de informática básica e de montagem e manutenção de equipamentos para os pacientes. “Mais de 80 homens estão internados e nossa preocupação é com o retorno deles ao convívio com a sociedade”, enfatiza a psicóloga Eliza Andrade.

As doações, organizadas pelo Serviço de Logística do Distrito Federal (SDFL) da Dataprev, começaram assim que o edifício-sede da empresa foi desocupado para a reforma, em 2013. Boa parte incluiu equipamentos de TI, como desktops, monitores de LCD e impressoras, além de switches (dispositivos de rede), estabilizadores, no-break, scanner, placas diversas. São materiais usados que, embora não estejam em condições de atender mais à Dataprev, ainda podem ser úteis a outros usuários.

Além desses itens, o coordenador de Responsabilidade Socioambiental da Dataprev, Marco Aurélio Silva, revela que, em 2015, a Dataprev doou uma inédita quantidade de equipamentos de telefonia e videoconferência,  por conta da troca da tecnologia utilizada até então na empresa. “Equipamentos antigos de telefonia e videoconferência, ainda em condições de uso mas sem recursos capazes de atender à expansão de atividades e demandas registradas na empresa, puderam ser doados, porque a Dataprev implantou um sistema de comunicação unificada, em novembro de 2014”, explica. A troca provocou uma considerável melhoria na qualidade dos serviços de transmissão de áudio e vídeo e uma economia de mais de 80% nas despesas com viagens dos empregados.

Os candidatos a doações, além de cumprirem as exigências legais, devem especificar a qual projeto social destinam-se os bens, cabendo à área de Responsabilidade Socioambiental da empresa a avaliação dos programas e de sua aplicabilidade. A doação obedece ainda ao manual de descarte da empresa, desenvolvido com a finalidade de orientar e agilizar as doações dos bens, conforme norma interna.

Gestão patrimonial ágil - Este ano, a Dataprev já finalizou 44 processos administrativos para alienação de bens patrimoniais. Na lista de novos beneficiários de doações, entre outros, a Universidade Tecnológica Federal do Paraná e a Cooperativa dos Recicladores de Alagoas (Cooprel), criada em 2001 e que hoje também reúne catadores do lixão desativado de Cruz das Almas.

A doação dos bens é realizada pela CORS, em parceria com a Divisão de Administração de Bens Patrimoniais (DADP). Segundo o gerente da DADP, Paulo Renato Borges Lopes, o serviço de gestão patrimonial foi modernizado e ganhou agilidade. A Dataprev não armazena mais em galpões nenhum bem  que tenha sido apontado para alienação. E a liberação dos bens doados é feita atualmente em até 30 dias, caso não haja pendência na documentação do donatário. “Nós antecipamos muito o processo de alienação e a aprovação pelo Departamento Jurídico e pela Diretoria Executiva”, explica Lopes.

O bem patrimonial pode ser doado, leiloado ou descartado. A análise dos itens é realizada pela Comissão de Exame e Avaliação da empresa, que elabora um laudo técnico sobre a situação física do equipamento e define a  modalidade de alienação a ser adotada, em  conformidade com o disposto no Decreto-Lei nº 99.658/90. Os itens descartados também cumprem uma função social de apoiar a geração de emprego e renda para as famílias dos catadores reunidos em cooperativas de reciclagem.

Cadastro - A Dataprev disponibiliza um cadastro para os interessados em receber as doações. Em caso de mais de um órgão apontar interesse, os bens são divididos entre os habilitados. Quem indica a instituição a ser beneficiada é a CORS. Após essa fase, a documentação de regularidade da instituição é analisada e encaminhada ao jurídico da empresa. Uma vez aprovada pelo jurídico e pela diretoria executiva, é elaborado o termo de doação.

As doações não se restringiram a itens de TI. Outras peças de mobiliário foram alienadas para distribuição entre os projetos candidatos. Foram cadeiras, poltronas, estantes, móveis, mesas de trabalho e de reunião, gaveteiros e arquivos, entre outros objetos. Uma empilhadeira elétrica e um gerador também foram objetos de doação pela empresa.