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Foto do assistente Rodney Cardoso em sua estação de trabalhoAlém de ser uma das muitas formas de expressão, a voz é um dos meios mais simples de se identificar a emoção. E é por meio dela que o assistente de TI da Divisão de Gestão Predial (DIGP), Rodney Cardoso, há 31 anos na Dataprev, exerce, em suas horas vagas, o trabalho de radialista e mestre de cerimônias.

Formado pela Escola de Rádio em 2014, Rodney já desempenhou várias atividades. De voz firme e expressiva, foi mestre de cerimônias em festas de 15 anos, eventos particulares, velórios, lançamentos de livros e festivais culturais. Ministrou palestras sobre superação e até gravou pequenas chamadas para algumas rádios e web rádios, entre elas a JB FM.

"Desde os 9 anos eu brincava de imitar os locutores de rádio da época. Eu pegava uma lata de leite Ninho vazia, pois fazia um som parecido ao som do rádio, e tentava falar igual a eles. Foi aí que comecei a me fascinar pela minha voz", conta Rodney.

Porém, a paixão de trabalhar com a voz esteve muito perto de não se realizar, quando, em 1994, em meio a um assalto no bairro de Vaz Lobo, Zona Norte do Rio de Janeiro, ele e mais duas pessoas foram atingidas por uma metralhadora de calibre 9mm.

"A bala entrou pela minha mandíbula, passou pela garganta e chegou até a coluna. Ela fez uma pequena fissura que quase me deixou paraplégico", relembra o locutor. Segundo ele, a bala permanece alojada em seu corpo até hoje, por conta do risco de remoção. Único sobrevivente do tiroteio, ele recebeu, ainda no hospital, a boa notícia de um médico: as cordas vocais permaneceram intactas.

O primeiro passo para aproveitar melhor o dom foi em 1999. Após passar por uma síndrome do pânico, viu uma oportunidade ao ler um anúncio no jornal sobre o curso “Gerenciamento e Locução de Rádio", ministrado pelo seu futuro amigo Paulo Martins, no Méier. Com Martins, além deste, fez mais dois cursos que envolviam a didática do rádio. Também conheceu a rotina de trabalho na rádio Alvorada, onde recebeu dicas que seriam usadas na vida profissional.

Ex-fuzileiro naval, Rodney se define como "o soldado que está pronto para o combate", pois mantém uma vida regrada, com hábitos saudáveis. Toda manhã faz exercícios faciais e vocais. Evita o consumo de álcool e refrigerante, além de mascar gengibre e comer maça para preservar as cordas vocais.

O assistente de TI planeja atuar ainda em outra frente. A dublagem virou um xodó desde que percebeu a facilidade para imitar alguns nomes da televisão brasileira, como os jornalistas William Bonner, Sérgio Chapelin e Cid Moreira e o dublador Garcia Junior, conhecido nacionalmente como a voz do ator Arnold Schwarzenegger no Brasil. Um dos projetos é tirar o registro de ator, essencial para que possa trabalhar como dublador.

Rodney é apaixonado também por rock clássico. Mantém a música como um dos pilares da sua vida, juntamente com a família, fonte de inspiração para melhorar sempre. "Eu e meu filho adoramos ouvir música e passear juntos. A música é algo que me define e ouço sempre que tenho um tempo. É através deles (música e família) que cada dia que passa eu me renovo", completa.

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