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Imagem de celular conectado a ícones de vários serviços“A expectativa é que em 2020 exista no mundo 50 bilhões de (Internet das) Coisas conectadas. E dessas, 27 bilhões serão conexão de máquina para máquina. Isso representa um acréscimo de 15 trilhões de dólares ao PIB mundial nos próximos vinte anos”. A afirmação foi feita pelo coordenador de Facilities da Dataprev, Eduardo Sousa, durante o 74º Fórum de TIC, na última quinta-feira (28), para ressaltar a necessidade de manter as plataformas de Iot - do inglês Internet of Things, ou Internet das Coisas, em português - no centro dos investimentos do mercado de tecnologia.

Durante o fórum, o superintendente de TI da Aliansce Shopping Centers, Fábio Moraes, apresentou a experiência da empresa com o uso das soluções de IoT, integrada por um sistema de monitoramento em um shopping center. Segundo Moraes, o objetivo é captar informações que geram estatísticas sobre o comportamento do consumidor para o desenvolvimento de novas ações segmentadas, orientando para um reposicionamento do negócio.

“Esse é um case com uso de wi-fi capturando informações dos celulares das pessoas que navegam nos nossos shoppings, para entender o comportamento do consumidor. A ideia é compreender todo o comportamento de fluxo dos clientes, da onde eles vêm, pra onde eles vão, limitado à parte interna do shopping. Com isso, aprender e dar um diferencial para nossos logistas de como eles podem atrair aquela pessoa que está passando pelo shopping, de acordo com o comportamento de tráfego dela”, explicou.

Segundo Fábio, o comportamento do cliente dentro do espaço gera informações que podem auxiliar e guiar ações de marketing que atendam com mais qualidade e precisão não somente as pessoas, como também os lojistas.

“Por exemplo, se a pessoa chega na praça de alimentação e depois vai para o corredor infantil, ou para uma loja de departamento, indica como o lojista pode trabalhar essa informação em prol da rentabilização da sua venda ou da própria ocupação desse espaço no shopping. Essa informação trabalhada, direciona vários modelos de negócio diferentes. A tecnologia já está disponível no mercado em prol do negócio. Então, hoje, quando vocês andam com seus celulares no bolso, vocês acabam sendo uma IoT ambulante”.

Na parte da tarde do evento, o diretor de Soluções da Hitachi Vantara (foto ao lado), Marcelo Sales, destacou a necessidade de investir no tratamento dos dados obtidos por meio das tecnologias da IoT. “Os dados que são gerados pela captação das informações são componentes muito importantes desse universo da IoT. Esse dado precisa ser refinado pra ter valor. O grande desafio é armazenar, tratar e ter uma estratégia para eles. A gente tem como concepção que a tecnologia tem que estar a serviço da sociedade, para isso é preciso ter uma política de governança de dados no contexto de IoT”.

Encerrando o fórum, o coordenador de Gestão de Facilities (COGF), Eduardo Sousa (foto abaixo), falou sobre o estudo de caso para aplicação da IoT no monitoramento da infraestrutura dos data centers da Dataprev. Eduardo iniciou sua apresentação explicando sobre a necessidade de potencializar a conexão entre as soluções de IoT para um melhor aproveitamento das tecnologias. “IoT é um conjunto de tecnologias que derivam da conexão. Para ter essa conexão maior e mais ágil, os protocolos de comunicação devem avançar. É isso que estamos fazendo, estamos investindo para alcançar melhores resultados”, afirmou.

Segundo o coordenador, o objetivo é aplicar a solução no monitoramento da infraestrutura dos data center da Dataprev. “A IoT tem a parte voltada para TI e a parte voltada para infraestrutura. Nesse caso da Dataprev, o uso está voltado para infraestrutura. Todos os objetos do mundo físico têm condições de repassar informações. Nos data centers, a aplicação direta será em automação. A gente consegue fazer a gestão da infraestrutura de missão crítica por meio dos recursos da IoT”. 
 


 

Eduardo explicou, ainda, que, as tecnologias IoT contribuem para a gestão demográfica, de fluxo de pessoas e gestão ambiental nos data centers, por meio do uso de sensores inteligentes. “Uma plataforma de IoT que em breve utilizaremos para a área de infraestrutura dos data centers é o DCIM, que é uma plataforma virtual que engloba as informações de todos os equipamentos de TI, proporcionando uma gestão unificada. E possibilitando também o monitoramento remoto de toda nossa infra, como temperatura, consumo de energia, ocorrências, espaço físico, condições ambientais e condições de rede. Tudo isso em tempo real, remotamente, via mobile, por meio de dispositivos inteligentes”, explicou.

Para saber mais detalhes sobre o que foi debatido no 74º Fórum de TIC acesse os vídeos dos palestrantes no link: https://www.facebook.com/pg/dataprevtecnologia/videos/?ref=page_internal