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Mesa de abertura do EnasticUma das patrocinadoras e sede do Encontro Nacional de Tecnologia da Informação da Justiça (ENASTIC.Justiça), a Dataprev recebeu, na quinta (21) e na sexta-feira (22), membros do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de Tribunais de Justiça de Brasília e dos estados do Espírito Santo, Santa Catarina, Bahia, Rio de Janeiro, Pernambuco e Rondônia, além de empresas de tecnologia e legaltechs (startups de soluções jurídicas). O encontro debateu como a adoção de inteligência artificial e outras tecnologias está conduzindo o judiciário a um novo cenário.

Na abertura do evento, o presidente da Dataprev, André Leandro Magalhaes, o desembargador Marcelo Gobbo Dalla Déa (TJ-PR), o juiz auxiliar da Presidência do CNJ, Bráulio Gusmão, o desembargador Sílvio Neves Baptista Filho (TJ-PE) e o advogado, empreendedor e especialista em Governo Digital, Ademir Milton Piccoli falaram sobre a necessidade de adotar tecnologias que modernizem e agilizem a atuação do judiciário.

De acordo com o presidente André Leandro Magalhães, que é servidor do judiciário, o setor é um celeiro de inovação, transformação digital e rápida resposta a desafios. “O mesmo objetivo está na razão de ser da Dataprev”, afirmou. A fala foi corroborada pelo desembargador Sílvio Neves Baptista Filho, que destacou a importância de debater novas soluções, já que atualmente há 82 milhões de processos em análise no judiciário sem um número suficiente de profissionais para analisá-los.

Membro da mesa e primeiro palestrante do ENASTIC.Justiça, o juiz auxiliar da Presidência do CNJ, Bráulio Gusmão, agradeceu o convite para participar do evento e à Dataprev por receber o encontro. Em sua apresentação, o juiz destacou o que vê como uma necessidade do judiciário. “O judiciário está inovando. No entanto, são soluções desenvolvidas e utilizadas isoladamente por diferentes instâncias. A proposta é pensar a inovação de forma ampla. Nesse sentido, já é possível dizer que estamos avançando com a criação de um laboratório de inteligência artificial para o Processo Judicial Eletrônico (PJe)”, concluiu o juiz Bráulio Gusmão.

GIF de ilustraçãoEm outra apresentação, o superintendente de Negócios e Inovação da Dataprev, Edmar Ferreira, demonstrou o serviço Blockchain as Service e as iniciativas de inteligência artificial da Dataprev. O superintendente contou a história do Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), que reúne as informações de todos os cidadãos brasileiros, do nascimento até a morte. “Esses dados são suportados pela Dataprev e, enquanto faço essa palestra, 50 mil novos registros vão entrar na base”, relatou. Edmar Ferreira explicou ainda que a Dataprev vem estudando inteligência artificial e já atua em alguns chat bots, incluindo uma solução para a Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Executivo (Funpresp-Exe) chamada DIVA (Dataprev Intelligence Virtual Assistent).

As apresentações seguiram pela quinta-feira (21), com um workshow de criatividade a partir das 19h, e foram finalizadas às 13h de sexta-feira (22). Além disso, um grupo de artistas ficou responsável pela facilitação gráfica (graphic facilitation) e o registro visual (graphic recording) dos debates, técnicas que auxiliam a concentração e geram um relatório visual em tempo real.

Ilustração do Enastic