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Imagem de mulher em comemoração ao Dia Internacional da MulherDados da pesquisa "International Business Report (IBR) - Women in Business" apontam que, no cenário mundial do mercado de trabalho, apenas 24% dos cargos de liderança são ocupados por mulheres. Na América Latina, o número é ainda menor, somente 18% das funções de gerenciamento são ocupadas por executivas. O levantamento, finalizado em 2016 pela Grant Thornton, envolveu 36 países. A mesma pesquisa revelou que o Brasil registrou um salto de 5% para 11% de mulheres em cargos de chefia em 2016. Apesar da melhora, no entanto, o país ainda está abaixo da média global. Na Dataprev, do total de 564 funções de confiança, 189 (33%) são ocupadas por mulheres.

Diretora Janice BruttoQuando chegou à Dataprev, em setembro de 2005, Janice Brutto (à direita) foi a primeira mulher em 30 anos a assumir um cargo na diretoria da empresa. Quase 12 anos depois, 33% das funções de confiança da empresa são desempenhadas por mulheres, média acima do percentual mundial, de 24%.

“Hoje nós temos mulheres em cargos estratégicos, na diretoria, nas gerências e sempre muito bem representadas. Parece pouco mas, para nós, mulheres, representa um grande avanço a conquista desses espaços”, ressalta Janice, à frente da Diretoria de Pessoas em um quadro funcional de quase 3.800 empregados.

Às empregadas da Dataprev, nesta quarta-feira (8), em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, ela dá o seu recado: “Tenham uma vida autônoma, continuem sua jornada. Busquem a realização profissional e pessoal. Identifiquem e invistam no seu crescimento e desenvolvimento. Acredite em você e no seu projeto de vida”.

Maria CabralPara Janice Brutto, o principal desafio para as mulheres no mercado de trabalho ainda é o machismo. “O maior fator de dificuldade é a nossa cultura, que ainda é muito machista, de que o poder ainda está com os homens. Essa concepção acaba sendo uma barreira que dificulta o percurso profissional das mulheres. Hoje, avançamos muito a posição feminina em altos cargos, inclusive de CEO. Ainda é pouco, mas é muito mais do que já foi algum tempo atrás”, ressaltou.

Coordenadora-geral de Qualidade de Vida da Dataprev há cinco anos, Maria Cabral (à esquerda) é uma das mulheres da empresa em cargo de liderança. “Apesar de ser uma área de gestão de pessoas que, em geral, há mais presença feminina, lido com muitos homens. O fato da empresa ser predominantemente masculina não representou uma dificuldade, sempre me senti respeitada. Meu grande desafio ao assumir o cargo foi conseguir conciliar a vida profissional com a maternidade, o que muitas mulheres vivem”.

Gráfico com percentual de mulheres em cargos de chefia no mundo, na América Latina e na Dataprev


Para Maria, equilibrar carreira e a criação da filha, que tinha apenas um ano de vida quando assumiu o cargo, só foi possível porque contou com uma rede de pessoas para apoiá-la: “Tive que viajar mais, dedicar mais tempo à empresa. Tudo isso só foi possível com a ajuda da família e amigos. Mas, apesar dos desafios de conciliar a vida pessoal e profissional, para mim, vale a pena. Eu me gratifico muito como mãe, mas me gratifico muito como profissional também”, afirmou. 

Ela lembrou, por exemplo, ocasiões em que perdeu apresentações e o primeiro dia de aula da filha pois estava viajando a trabalho. “Meu trabalho é importante para mim e para ela também. É motivo de grande realização. Não adianta ser uma ótima mãe e não ser feliz, realizada em outros campos da vida”.

Claudia FerreiraPrestes a completar 31 anos de Dataprev, Claudia Ferreira (à direita), atualmente gerente do Departamento de Relacionamento e Negócios (DENE), ocupa funções de confiança na empresa há 12 anos. Ela contou um pouco sobre sua trajetória, as dificuldades enfrentadas e falou sobre a importância de se manter sempre em busca de conhecimento.

“Eu entrei no cargo mais baixo que tinha na empresa, auxiliar de processamento. Mas sempre fui muito curiosa e disposta, o que me levou a atuar em diversas áreas, aprendendo o máximo possível, desenvolvendo conhecimentos variados ao longo desses 30 anos. Cursei faculdade de administração, fiz pós-graduação e as oportunidades surgiram como fruto do meu esforço e dedicação à vida profissional e à empresa”.

Sobre a situação da mulher no mercado de trabalho, Claudia analisou o cenário como parte de um processo que ainda está em evolução. “Há todo um contexto de mudança de mundo, de visão, que é um processo que está acontecendo. Já senti discriminação, isso é residual de uma cultura machista e que vem mudando”.

Ela comentou ainda sobre a dificuldade das mulheres investirem na formação acadêmica e consequentemente alcançarem os objetivos profissionais. “Para o homem, é mais simples sair do trabalho e estudar à noite. A mulher pensa nos filhos, na casa, na família. O que eu digo para as mulheres é que tenham garra, não desistam, façam o que for preciso para realizar seus objetivos”.