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Empregados da Dataprev vestidos com roupas na cor azul se reúnem em frente ao Edifício Waldir Pires, no Rio de JaneiroCom o objetivo de aumentar a conscientização a respeito de doenças masculinas, com ênfase na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de próstata, a Dataprev lançou a campanha Novembro Azul, com ações que incluem fotos coletivas dos empregados, palestras e divulgação de informações sobre a doença. 

“Além da divulgação nacional da campanha com disponibilização da cartilha do Instituto Nacional do Câncer (Inca) sobre câncer de próstata, estão previstas ações como decoração azul dos prédios nos estados, fotos coletivas dos empregados trajando roupas azuis, exibição de conteúdos educativos, palestras e distribuição de folders”, revela a coordenadora de Promoção de Saúde, Qualidade de Vida e Bem-estar, Andrea Castello. A cor estará presente também no logo da empresa nos seus perfis nas redes sociais.

De acordo com informações disponibilizadas pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. Em valores absolutos, e considerando ambos os sexos, é o quarto tipo mais comum e o segundo mais incidente entre os homens. Apenas em 2016, foram estimados mais de 60 mil novos casos da doença.

 Empregados da Dataprev vestidos com roupas na cor azul se reúnem no terraço do edifício-sede em Brasília“Mais do que qualquer outro tipo, este é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de três quartos dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. O aumento observado nas taxas de incidência no Brasil pode ser parcialmente justificado pela evolução dos métodos diagnósticos (exames), pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação do país e pelo aumento na expectativa de vida”, diz o analista da Coordenação de Promoção de Saúde, Qualidade de Vida e Bem-estar (COQV), Gustavo Guimarães.

Hábitos saudáveis

Ainda de acordo com o INCA, uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais e com menos gordura, principalmente as de origem animal, ajuda a diminuir o risco de câncer, como também de outras doenças crônicas não-transmissíveis.

Três empregadas da Dataprev com roupas na cor azul fazem uma selfie no Rio de Janeiro“Nesse sentido, outros hábitos saudáveis também são recomendados, como fazer, no mínimo, 30 minutos diários de atividade física, manter o peso adequado à altura, diminuir o consumo de álcool e não fumar. A idade é um fator de risco importante para o câncer de próstata, uma vez que tanto a incidência como a mortalidade aumentam significativamente após os 50 anos.”, avalia Guimarães.

“Pai ou irmão com câncer de próstata antes dos 60 anos pode aumentar o risco de se ter a doença de 3 a 10 vezes comparado à população em geral, podendo refletir tanto fatores hereditários quanto hábitos alimentares ou estilo de vida de risco de algumas famílias”, conclui Andrea.

Depoimento

Ricardo Caetano, da Divisão de Registro e Cadastro de Pessoal, em sua estação de trabalho no RioRicardo Caetano (foto à direita), da Divisão de Registro e Cadastro de Pessoal da empresa, fez um diagnóstico precoce da doença e isso foi fundamental para sua cura.

“Em outubro de 2015, após o exame do toque, houve a suspeita de estar com câncer de próstata. Depois de vários exames, o diagnóstico indicou que a doença estava ainda no início. Fiquei, claro, bastante ‘mexido’ e assustado. Por conta de uma prostatite, eu fazia exames regulares. Fiquei surpreso, pois não havia nenhum caso anterior na família e sempre tive uma vida saudável, sem fumo, quase sem bebida, e com boa alimentação”.

Em função do quadro, Ricardo precisou ser afastado do trabalho em 2016. Por recomendação médica, passou por ruma cirurgia e precisou de 35 sessões de radioterapia. O exame de PSA indicou que o tratamento fora bem-sucedido. Em paralelo, procurou o Programa de Apoio ao Empregado da Dataprev (Paed), que o direcionou a uma psicoterapeuta, e também contou com o acompanhamento do Programa Pró-Retorno da Dataprev.

“A radioterapia causou, como era de se esperar, alguns efeitos colaterais, mas só retornei ao trabalho após me sentir apto a administrá-los. Hoje faço acompanhamento, voltei a minha atividade física e estou estudando, como terapia, algo que amo, que é o teatro. Hoje consigo falar de tudo isso sem me emocionar tanto. Mas creio ter sido fundamental para a minha cura minha fé em Deus, que me ajuda em momentos que nunca pude imaginar, o apoio que recebi da minha família, e o apoio que recebi desde o início da minha gerência”, conclui.