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Fabio Gameleira, de pé, fala aos participantes (sentados) O Portal Dataprev foi apresentado como referência em acessibilidade durante o seminário “Experiências e desafios para comunicação, informação e saúde”, promovido pelo Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Icict/Fiocruz), na última quinta-feira (30). 

A atividade teve o objetivo de marcar o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, celebrado em 3 de dezembro, e a comemoração pelo segundo aniversário do GT de Acessibilidade do instituto.

Acesse o vídeo do seminário

O analista de TI da Dataprev Fábio Gameleira (foto abaixo), responsável pelo projeto de desenvolvimento do Portal Dataprev, apresentou aos participantes o processo de adequação às diretrizes nacionais e internacionais de acessibilidade que garantiram ao site o primeiro lugar na categoria "Projetos Web Governamentais" do Todos@Web, Prêmio Nacional de Acessibilidade na Web, em 2016.

Gameleira destacou os principais conceitos de desenvolvimento web para garantir a acessibilidade na web e ressaltou a importância de estimular as iniciativas de inclusão em todas as esferas sociais. “O objetivo era tornar o portal da Dataprev acessível para pessoas com deficiência. Nós conseguimos e, afirmo, não é algo difícil. É preciso apenas pensar em uma nova forma de fazer as coisas, desde o início já padronizar e desenvolver em cima de normas, linguagens e diretrizes que já estão definidas pelo Governo Federal. É preciso conscientizar as empresas e seus desenvolvedores sobre a necessidade legal do direito à informação para todos as pessoas”, ressaltou.

A artista plástica e professora Virgínia Vendramini, que também participou do evento, contou um pouco sobre sua experiência de vida e as dificuldades de viver em um mundo pouco acessível para cegos. “Nossos caminhos são cheios de obstáculos, é preciso mudar isso, para que as pessoas tenham qualidade de vida. Os especialistas sabem muito da sua área, mas nada sabem da cegueira, de não saber o que há na sua frente, da surdez, da dificuldade de movimentos. É preciso pensar que há um ambiente desconhecido e que precisa ser adaptado”, enfatizou.