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Fórum de TIC DataprevA rede social da Dataprev, denominada onda@, já reuniu 2.857 usuários ativos, ou 74% do quadro total da empresa, desde o início de dezembro, quando foi oficialmente aberta aos empregados. Desenvolvida a etapa inicial de adesão, o desafio, agora, é estimular a geração de conhecimento e potencializar o debate que flui na rede sobre o avanço das práticas de gestão e melhoria de processos. A avaliação é da assessora da Diretoria de Pessoas da Dataprev e responsável pela administração da ond@, Lucilia Ferreira, que apresenta a experiência da rede nesta terça-feira (29), em Brasília, durante o 53º Fórum de TIC Dataprev, dedicado ao tema redes sociais corporativas. Participam do Fórum representantes da CPFL, IBM, Sony e Totvs. O presidente da Dataprev, Rodrigo Assumpção, abriu o evento, em conjunto com a diretora de Pessoas (DPE), Janice Brutto.

“O desafio em relação à rede corporativa da Dataprev, agora, é fazer a curadoria das informações e contextualizá-las de forma a aproveitar ao máximo o potencial de inovação e detransformação organizacional que a ond@ pode proporcionar”, diz Lucilia. Nesse sentido, ela destaca que os processos internos, em suas diferentes áreas, estão na base dos assuntos de maior  interesse na rede social da Dataprev. A ferramenta de interação preferida dos usuários da ond@ são as “comunidades”, que podem ser criadas em torno de cinco eixos temáticos: projetos; processos; áreas (relativas à estrutura organizacional);  interesses comuns (corredores ou ciclistas, por exemplo) e tecnologias. Das 109 comunidades criadas até final de abril, a maioria (43) estão relacionadas ao segmento de processos (gráfico abaixo).

Ao solicitar a criação de uma comunidade, Lucilia alerta, contudo, que o usuário responsável por ela deve ter um objetivo temático claramente definido,  disposição e entusiasmo para moderá-la de forma eficaz. “Manter uma comunidade na ond@ requer disciplina para promover ações constantes de engajamento dos seguidores, como convidar as pessoas, abrir fóruns de discussões e publicar conteúdos interessantes.”

A comunidade com maior número de participantes, hoje, é a comunidade ond@, que agrega cerca de 1.700 seguidores. Em ano de verão escaldante, esta comunidade possibilitou uma experiência de grande repercussão na empresa, a partir de uma enquete que mobilizou 814 votantes e motivou a aprovação do uso de bermudas nas dependências da Dataprev, lembra a gestora. Outro exemplo de mobilização gerada a partir da rede é a comunidade que foi criada para acompanhar o lançamento da nova marca  da Dataprev. Essa comunidade, seguida por 1.284 integrantes, possibilitou a seleção da opção final da marca institucional, anunciada em março, a partir de três opções  que foram apresentadas em consulta online aos empregados.
As comunidades relacionadas a saúde e qualidade de vida, e a responsabilidade socioambiental também têm adesão crescente, respectivamente com 941 e 848 participantes – em dados do dia 25 de abril.

Há, ainda, as comunidades que têm foco específico na troca de informações e que registram atividade intensa, gerando valor para o trabalho diário dos empregados, diz Lucilia. É o caso, por exemplo, da comunidade de “Atendimento Operacional”, que reúne cerca de 164 empregados distribuídos  pelo país. “Eles publicam dicas, scripts para solução de problemas e compartilham relatos de situações que podem ajudar no dia-a-dia das atividades das equipes de suporte.”

Com funcionalidades de armazenamento de documentos, a ond@ também funciona como um repositório de informações que permite consolidar e centralizar informações específicas sobre determinados assuntos. Exemplo dessa aplicação é a comunidade do Projeto Imagem, que reúne informações sobre o andamento da implementação dos módulos da solução de gestão integrada de ambiente de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Nesta comunidade, estão disponíveis para os usuários documentação das ferramentas,  ementas dos cursos, agenda de atividades, cartilhas, documentos de processos, etc.

A rede social corporativa da Dataprev foi contratada com capacidade para abrigar até 4 mil usuários. Em meados de abril, passou a contar com aplicativo para acesso a partir de dispositivos móveis com ambiente operacional Android. Segundo o presidente da Dataprev, Rodrigo Assumpção, as diferenças entre gerações dentro da empresa são um desafio para os gestores, que precisam saber trabalhar com diversas características culturais. Por exemplo, ele lembrou que, enquanto alguns usam apenas o e-mail, outros  já estão familiarizados às redes sociais.

Integração do corpo funcional – Durante o evento, especialistas destacaram que as redes sociais corporativas são soluções que contribuem para a integração do corpo funcional, para melhorar desempenho de equipes e premiar ideias inovadoras. O evento contou com a presença dos idealizadores das redes sociais da IBM e da Totvs, que desenvolvem a solução para clientes, além de representantes da Sony e da CPFL Brasil.

Segundo Flávio Mendes (foto à esquerda), da IBM, os clientes, quando pensam em rede social corporativa, anseiam por comunicação, colaboração, inovação, integração e mobilidade. Para ele, a rede social corporativa deve ser chamada de colaborativa, porque o objetivo dela é ouvir e deixar com que todos participem da tomada de decisão. “Programas de inovação trazem valor para o negócio”, concluiu.

Já Viviane Macedo (foto à direita), da Totvs, destacou os cuidados que devem ser tomados ao postar informações e imagens nas redes sociais, principalmente as corporativas. Segundo Viviane, as fotos traduzem a personalidade da pessoa e, por isso, é importante ter a preocupação com o que é publicado. “A foto do perfil pode contribuir para a criação de uma marca de qualidade na cabeça dos pares e das lideranças”, destacou Viviane. Segundo ela, a ByYou, plataforma desenvolvida pela Totvs, já teve mais de 127 mil visitas ao site, sendo mais de 23 mil visitantes únicos. A página já foi visualizada quase  776 mil vezes.

A rede social corporativa da Sony foi apresentada por Bruno Baptistão (foto à esquerda). Segundo ele, a GoMarket foi construída em cima de três pilares: facilidade de uso, principalmente pela equipe de campo, funcionalidades que atendessem a demandas como agilidade na comunicação, e compatibilidade com várias plataformas.

“Os 600 usuários da rede social são, exclusivamente, integrantes dos pontos de venda. A comunicação mais ágil melhorou a qualidade da informação. Alguns executivos treinam suas equipes utilizando a rede social. Além disso, os elogios e as demandas são tratadas mais rapidamente e com menos burocracia”, destacou.

O último painel da edição, com o tema “Usina de Ideias CPFL – Plataforma Social e Colaborativa de Captura de Ideias”, foi apresentado por Marcelo Congra (abaixo, à direita). A Usina de Ideias, nome dado à rede da CPFL, foi lançada em junho de 2012 com o objetivo de criar um canal colaborativo de captação de ideias inovadoras.

Segundo ele, a participação dos colaboradores ocorre de maneiras diferentes, o que pode ser registrando ideias de forma geral, sem tema predeterminado, participando com propostas nos desafios direcionados, enviando propostas para algum desafio de negócio, contribuindo para a ideia de algum colega e, ainda, apoiando as ideias que gostar. Atualmente, a Usina de Ideias possui 2.400 usuários com quase 1.200 propostas de inovação.

O Fórum – Realizado desde fevereiro de 2009, o Fórum de TIC Dataprev abre espaço para apresentação de melhores práticas, discussões e trocas de experiência sobre diversos assuntos relacionados à Tecnologia da Informação e Comunicação. Até o momento a empresa discutiu temas como inclusão social, redes de telecomunicações, qualidade de dados, banco de dados, acessibilidade, software livre, segurança da informação, novas mídias, cooperação internacional, entre outros.

Durante os eventos todas as apresentações e discussões são gravadas. Depois de transcritas, elas são transformadas em cadernos de debates, disponibilizados no portal da Dataprev, na área de publicações. Como todo o conteúdo do site, também estão sob licença Creative Commons e podem ser utilizados e reproduzidos, desde que citada a fonte.