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Uma viagem ao Vale do Silício levou a equipe vencedora do Hackathon 2017 a conhecer algumas das chamadas “gigantes de tecnologia”. Os quatro desenvolvedores da Dataprev, Adriano Dodó, José Francisco Barbosa Neto, Daniel Xavier Araújo e Carlos David Ribeiro Pasco (na foto abaixo, da esquerda para a direita) estiveram em março na região da Califórnia, conhecida por abrigar empresas como Google, Facebook e Apple, além de aceleradoras de startups, como Rocket Space.

Durante cinco dias, cumpriram uma agenda de visitas técnicas para conhecer os produtos e as tecnologias utilizadas por renomadas organizações. Entre elas: FICO, Striim e Plug and Play. Tiveram ótimas impressões dos locais visitados e trouxeram na bagagem boas histórias para contar.

“Fomos tratados com muito respeito e apreço pelo nosso trabalho. Todos estavam dispostos a ouvir o que tínhamos a dizer. Isso foi muito bacana e me deixou bastante satisfeito”, conta o cientista da computação David Pasco, que, assim como os outros integrantes do grupo, esteve no Vale pela primeira vez.

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Autor do aplicativo Prova de Vida e líder da equipe que venceu a maratona de programação, o cearense Adriano Dodó, mestre em Sistemas e Computação, teve a mesma percepção. “Eles são muito ambiciosos e mostram muita confiança no que estão fazendo. Acredito que o fato de terem a mão-de-obra composta em grande parte por estrangeiros faz com que tenham uma postura profissional disposta a aprender com a experiência de outros países”, acrescenta.

Objetividade

Outra característica notada pelo grupo foi a objetividade no modo de trabalhar. Segundo os integrantes, a comunicação entre os diversos níveis é bem clara e cada um sabe exatamente o papel que precisa desempenhar. “A sensação é que a pessoa que está no chão de fábrica sabe exatamente o que está fazendo e por que está fazendo. Cada pessoa sabe qual objetivo precisa atingir na empresa”, comenta David.

Outro cientista da computação do grupo, o também cearense Daniel diz que gostaria de ter passado mais tempo com o time de desenvolvedores para saber como é a cultura de desenvolvimento. “Na Accenture tivemos mais facilidade com isso. Durante a nossa apresentação, houve troca de ideias. Eles deram sugestões e fizeram várias perguntas”, explica, referindo-se ao workshop realizado na empresa global de consultoria para apresentar o protótipo do aplicativo Prova de Vida.


Na foto, da esquerda para a direita, além dos quatro desenvolvedores, a analista de TI, Vanessa Cabral, o superintendente de Desenvolvimento de Software, Diogo Pizaneschi,
e o diretor de Digital & Innovation da Accenture, Vinícius Fontes

Organização dos espaços

Outro aspecto observado pelos quatro desenvolvedores foi a arquitetura, sobretudo a organização dos espaços de trabalho. Empresas grandes, como a multinacional americana de serviços online e software Google, vão além do essencial e investem também na descontração e na cultura do bem-estar entre os funcionários. Além de combinar muito com a nova geração que está ingressando no mercado de trabalho, o novo modelo traz autonomia, impacta nos resultados apresentados, assim como na qualidade de vida dos colaboradores. 

Algumas empresas, no entanto, menores, utilizam espaços de coworking, com compartilhamento de espaços e recursos por conta do alto custo do metro quadrado no Vale do Silício. “Eles têm espaços comunitários empresariais, com instalações amplas e confortáveis, espaços de lazer comuns a todos”, explica o desenvolvedor, mestre em ciência da computação, José Francisco, do Rio Grande do Norte.

Segundo o grupo, embora tenham finalidades distintas, é possível que empresas públicas aprendam com empresas privadas e vice-versa.

“Acho que muito do que a gente viu lá se deve a uma cultura de trabalho desenvolvida ao longo de décadas. Eles estão em um ambiente inovador, que é resultado de toda uma história de investimentos em desenvolvimento tecnológico associada ao Vale do Silício. Entendo o pragmatismo e a objetividade na execução do trabalho que é realizado lá como inerentes ao processo de desenvolvimento tecnológico, seja numa empresa privada, seja numa empresa pública. A empresa pública tem diversos desafios que não permitem a flexibilidade de que pode usufruir uma empresa privada. Mesmo assim, acredito, é possível aprender lições e tirar inspirações do mercado que podem ser aplicadas a nossa realidade. E esse foi o maior ganho da nossa viagem”, conclui David.